“El ser humano que descubrió el trazo comenzó una
forma de cultura que hoy todavía llamamos artes gráficas”
De Pablos, 1999
Uma infografia é um tipo de representação visual gráfica que
pretende facilitar a compreensão de conteúdos. Isto é, se fossem divulgados
apenas com texto, o seu entendimento seria mais difícil.
Usadas sobretudo no meio jornalístico têm como objetivo
primordial a explicação de conteúdos ao leitor através de textos breves com
representações figurativas e esquemáticas.
As infografias também podem ser encontradas em manuais
técnicos, educativos ou científicos.
É importante diferenciar a infografia de recursos gráficos
tradicionais como mapas, gráficos estatísticos, diagramas, pois estes servem de
complementos de textos escritos. Já a infografia jornalística é essencialmente
um meio de informação que combina esses diferentes recursos.
Tem origem na pré-história. Os primeiros mapas foram
criados há milénios (antes da escrita). Em 1786, William Playfair criou uma variedade de gráficos estatísticos
usados até hoje. O seu livro The
Commercial and Political Atlas é repleto de gráficos que representam a
economia no século XVIII na Inglaterra.
Estudo
de Embriões de Leonardo da Vinci
Leonardo Da Vinci tentou entender os fenómenos, contudo o
seu conhecimento era limitado devido à época histórica onde se inseria. Ao
longo de sua vida, fez uma enciclopédia baseada em desenhos
detalhados. Para além disso, realizou autópsias e elaborou desenhos anatómicos
extremamente detalhados. Entre 1510 e 1513, estudou fetos, dos quais
resultaram obras que podem ser consideradas como infografias de grande
complexidade.


Estudo de 1961
Em 1861, Charles Joseph Minard criou uma infografia muito
importante sobre a marcha de Napoleão em Moscovo. Considerada por alguns como
uma das melhores infografias é um exemplo pioneiro de como muita
informação pode ser sintetizada e tornar-se muito mais compreensível.
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| Figura - Infografia de Minard sobre a marcha de Napoleão Evolução da Infografia |
A partir do século XIX, novas técnicas de impressão trouxeram uma maior facilidade para a utilização de desenhos e fotografias nos jornais.
A partir da década de 1920, surgiram novas tecnologias que permitiram o envio de imagens via cabo ou antenas, e na década de 1960 o surgimento dos satélites encurtava as distâncias, permitindo que fatos ocorridos no mesmo dia em locais distantes pudessem ser informados. Mas o que realmente influenciou a utilização de infografias foi a digitalização de dados a partir de 1980.
Com a Guerra do Golfo, a infografia ganhou mais importância, pois não existiam fotografias suficientes, obrigando a utilização de expressões gráficas. Com a chegada dos Macintosh e Windows 95, as possibilidades visuais no jornalismo aumentaram significativamente.
Ainda, com a emergência dos programas de interface gráfica, a infografia tornou-se numa maneira mais eficiente de tratar a informação. Com o aparecimento do Adobe Illustrator em meados de 1995, a elaboração de uma infografia profissional tornou-se muito mais fácil devido ao desenho vectorial. Foi então um ponto de viragem na evolução do trabalho infográfico.

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